Projeto ensina alunos de Novo Hamburgo a separar lixo eletrônico

Um grupo de cooperados e a vontade de destinar corretamente os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos em suas cooperativas. Envoltos à peças e computadores desmontados, os alunos escutavam atentos as orientações da professora pesquisadora da Universidade Feevale Vanusca Dalosto Jahno durante a oficina de resíduos eletrônicos. “Este projeto justamente capacita esses cooperados a vender melhor as sucatas, a separar corretamente os componentes eletrônicos e, principalmente, ensina a separar a toxidade dos elementos presentes nestes aparelhos, que oferecem risco à saúde não só de quem mexe com esse lixo, mas também ao meio ambiente”, enfatiza.

ATIVIDADE

A atividade ocorreu na Casa da Cidadania e foi destinada a três cooperativas que atuam em Novo Hamburgo (UniVale e Catavida do Centro e do bairro Rondônia). Na programação do curso, os alunos também tiveram lições de cidadania e de cuidados com o meio ambiente. “Os computadores possuem componentes derivados de materiais como ouro, que, quando depositados de modo irregular podem contaminar o solo. Para evitar essa contaminação devido ao resíduo eletrônico, é feita uma separação, onde as partes são encaminhadas para as cooperativas.”

Agregar valor ao desmontar equipamentos

De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), cerca de 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados por ano no mundo. Assim, agregando conhecimento e valor ao desmontar os equipamentos eletrônicos, o aluno Alessandro Alves, da Cooperativa UniVale, confirmou a importância da aula. “Aprendemos mais e podemos dar destinação correta aos equipamentos eletrônicos, além de aproveitar cada material, conseguindo vender com valores maiores.” A ação é uma parceria com a Plano1 Consultoria Jr. e Gestão na Comunidade, vinculada à Universidade Feevale, que desde abril de 2015, realiza otimizações no planejamento do Catavida.


Onde descartar o lixo eletrônico?

- Para não contaminar o meio ambiente, o correto é fazer o descarte de lixo eletrônico em locais apropriados, como empresas e cooperativas que atuam na área de reciclagem
- Celulares e baterias podem ser entregues nas empresas de telefonia celular, que fazem o encaminhamento correto deste tipo de resíduo
- Outra opção é doar equipamentos em boas condições, mas fora de uso, para entidades sociais que atuam na área de inclusão digital
- Seja em casa ou no trabalho, o lixo eletrônico deve sempre ser separado dos resíduos orgânicos e dos materiais recicláveis (papel, plástico, metal)
- O benefício de reciclar lixo eletrônico é garantir uma quantidade menor de resíduos para o meio ambiente absorver, além de gerar emprego e renda para muitas famílias que trabalham com este tipo de reciclagem

PRA GAROTADA 

Lixo eletrônico é todo material produzido pelo descarte de equipamentos eletrônicos. Com o elevado uso de equipamentos eletrônicos, este tipo de lixo tem se tornado um grande problema ambiental. Por isso, para não provocar a contaminação e poluição do meio ambiente, o correto é fazer o descarte de lixo eletrônico em locais apropriados como empresas e cooperativas que atuam na área de reciclagem

Reportagem: Gabriela Kirch/Jornal NH
Foto: Gabriela Kirch/GES-ESPECIAL

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